domingo, 2 de dezembro de 2012

ola pessoal, querem saber um pouco mais sobre anarquia?

Bem, hoje irei lhes apresentar Guy Fawkes, um homem que, marcou a historia mas sua imagem foi retorcida pelas pessoas que esperavam que ele, e suas ideias e ideais morre-cem, mas não foi bem assim, com a estreia do filme V de vingança, ele renasceu com uma nova imagem e, assim sendo, eu que amo a anarquia e adoro historias com fundos de verdade, vou lhes mostrar o quão bom é conhecer a historia, sege brasileira ou não, o nosso mundo é maravilhosamente delicioso...

Guy Fawkes.

Guy Fawkes era um soldado, adulto à caminho da meia idade, completamente insatisfeito com o rumo que a Inglaterra tomou. Corrupção, aumento excessivo de impostos, perseguição aos católicos, depravação…. o rei Jaimes I abusava do poder e o povo sofria calado. A situação chegou extrapolar o limite do tolerável mas o povo, oprimido, se mostrava apático, sem coragem para lutar. O Rei Jaimes I , um corrupto incorrigível, usufruía e esbanjava luxo com o dinheiro dos impostos ( que aumentavam drasticamente a cada período de seu reinado)  e não concedia direitos iguais a católicos e protestantes. E assim o medo prevaleceu, por um bom tempo.
Um dia, Fawkes, irritado com essas condições e  observando a situação lastimável do povo, juntou-se a Robert Catesby quando Hugh Owes os apresentou e dessa união surgiu a “Conspiração da Pólvora”, um dos planos mais ousados para libertar o povo inglês das garras da tirania da coroa.
Fawkes, que era especialista em explosivos, decidiu criar uma estratégia muito mais ofensiva, capaz de finalizar com toda aquela escória que dominava o governo da Inglaterra: planejou explodir o Parlamento Inglês no dia da sessão de inauguração, onde todos os “culpados” estariam presentes – o rei, sua família, parlamentares e aristocracia estaria reunida, com trinta e seis barris de pólvora estocados sob o prédio do parlamento.
Tudo estava certo, dia 5 de novembro de 1605, o Parlamento Inglês iria pelos ares junto com os ratos que ocupavam o governo…. mas, no fim, não foi bem isso que aconteceu. Como os conspiradores notaram que o ato poderia levar a morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora. Ele foi preso e torturado, revelando o nome dos outros conspiradores. No final foi condenado a morrer na forca, por traição e tentativa de assassinato. Os outros participantes revelados por Guy Fawkes acabaram também sendo executados. Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio antes desta sessão.

Prisão de Guy Fawkes
Como a ignorância sempre sobressai , os ideais de liberdade de Fawkes e a sua luta por aquilo que acreditava foram esquecidos com o tempo, dando espaço para a versão de que Jaime I deu à História quando disse que ao derrubar a conspiração, ele salvou a Inglaterra. Criou-se então uma tradição chamada Noite das Fogueiras, celebrada todo dia 5 de novembro. Nesta noite é tradição malhar e queimar em fogueiras, bonecos que representam Fawkes, e soltar fogos de artifício.
E assim o tempo passou e o povo converteu a imagem de Fawkes para bandido tal como o Rei quiserá. E na cultura popular, versos como esse foram cantados por gerações, saudando o feito do Rei:
“Lembrai, lembrai do 5 de novembro”
“A polvora, a traição e o ardil”
“Não sei de Nenhuma razão para que a traição da pólvora”
“Seja algum dia esquecida”
“Guy Fawkes,Guy Fawkes, esta era sua intenção”
“Explodir o rei e o Parlamento”
“Três montes de barris de polvora abaixo”
“Para derrubar a pobre Inglaterra”
“Pela providencia divina foi capturado”
“Com uma lanterna escura e um fósforo”
“Halloa boys,Halloa boys, façam os sinos tocar”
“Halloa boys,Halloa boys, Deus salve o Rei”
“Hip hip Horray”
Uma migalha de pão para alimentar o Papa.
Uma fatia de queijo para sufocar ele.
Uma taça de cerveja para lava-lo.
Um feixe de varas para queimá-lo.
Queime-o em um banho de alcatrão.
Queime-o como uma estrela brilhante.
Queimar o seu corpo a partir de sua cabeça.
Então, vamos dizer o Papa está morto.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!
Porém, destruir um ideal por completo é uma tarefa difícil, quase impossível. Frente aos constante casos de corrupções na coroa Inglesa, Fawkes começou a renascer. E o seu ideal de liberdade, de luta contra opressão, levantou-se novamente. E os historiadores começaram a escrever uma segunda versão para História. E foi dessa versão que surgiu a referencia ao personagem mascarado de codinome V da graphic novel de Allan Moore.



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